Só no Brasil…
Uma matéria na edição 961 da revista Exame comenta um assunto que já é conhecido entre os frotistas brasileiros: soluções lojísticas para driblar as altas tributações. Segundo a revista, a empresa americana McLane mantém no País cerca de 20 funcionários dedicados a uma atividade sem correspondente na sua matriz, no Texas: a análise de oportunidades que a guerra fiscal entre os estados cria para os negéocios dos clientes. “Depois de considerar os incentivos oferecidos por alguns governos, muitos itinerários de carga deixam à lógica de que um caminho mais curto custa menos”, diz a matéria. Ou seja, é comum que uma carga importada por uma empresa paulista desembarque no Porto de Santos e vá até Minas Gerais ou Goiás para receber o registro local. Só depois a carga é entregue no destino final, São Paulo. O benefício fiscal compensa os quilômetros a mais. Por outro lado, essa política contribui para o aumento do transporte, com o desgaste das estradas, trânsito e poluição. Segundo estudo do Institudo Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o custo logístico no Brasil, da ordem de 13% do valor dos produtos, é o dobro do incidente nos Estados Unidos.


